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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Bay Croc, a revolução dos tuberosos





A ideia inicial se resume em um exército de batatas que se revoltaram contra o sistema de fast-food ao verem suas companheiras serem massacradas sem nenhum pingo de respeito, e resolveram revolucionar o cenário urbano. A princípio parece uma loucura... e é. Mas essa é a delicia da obra de Caiu Augusto, um curitibano que atende pelo pseudônimo de Bay Croc que espalha sua arte por muros de Curitiba e região, além de lugares como Rio de Janeiro, Florianópolis, Brasília, Porto Alegre e Argentina.
Existe uma particularidade nos graffitis de Bay Croc _ou Caiu Augusto, se você preferir_, além, obviamente, de serem batatas armadas essas personagens tão singulares são como um vírus, a partir do momento que você observa o primeiro parece que eles estão em todos os lugares, que fazem parte do ambiente como parte do emaranhado de concreto, tijolos e ferro do constante caos urbano no qual nos encontramos é uma espécie de fuga momentânea da realidade por que são baratas fazendo uma revolução em cores e movimentos.


Bay Croc é discreto _mais do que deveria_ e para encontrar seu trabalho só passeando pelas ruas de Curitiba _ou nas cidades que ele já tenha deixado sua arte_, ele mantém um Flickr discreto e um Twitter silencioso, prova que o rapaz está preocupado em mostrar mesmo seu trabalho do que explodir em ego. Agradecemos por isso... e esperamos os “caules tuberosos, erroneamente chamada de legume e/ou raiz, que é composta praticamente de amido e pertencente à família das Solanaceae”, como o próprio Caiu descreve, continuem fazendo mais e mais revoluções nas paredes cinza dessas cidades que precisa cada vez mais de cores.






Quer conhecer mais o trabalho do Caiu? Acesse seu Flickr
E siga @bay_croc

O texto acima é do @jarbasribeiro que me apresentou o trabalho do Bay Croc!




terça-feira, 5 de junho de 2012

Ainda sobre a Marcha das vadias...

Quem me conhece e conhece meus blogs sabe o quanto eu prezo pelo caráter de qualquer tipo de manifestação. As pessoas andam tão cheias de tudo que até um protesto/manifesto 'mal feito, mal elaborado' pode gerar mais antipatia que simpatia pela causa. 
Nas últimas semanas em vários lugares do país, ocorreu a Marcha das Vadias, SlutWalk - a marcha contra a crença de que crimes de abuso e estupro acontecem devido as vestimentas das vítimas. Teve origem em Toronto, no Canadá, em 3 de abril de 2011, quando após uma onda de crimes de abusos e estupros, o policial Michael Sanguinneti fez a observação para que "as mulheres evitassem se vestirem como vadias 'sluts' para não serem vítimas". A marcha levou cerca de 3000 pessoas às ruas,aconteceu também em vários outros países, inclusive no Brasil. - Este ano a adesão de pessoas no Brasil aumentou, assim como os Estados, no dia 26 de maio aconteceu simultaneamente em 14 cidades, em algumas outras cidades já havia acontecido e em outras está para acontecer, como é o caso de Maceió-Al, que realizará sua marcha, no dia 17 de junho.
Mas o que me chamou atenção na divulgação da Marcha em Alagoas, foi a organização, que caprichou nos cartazes mostrando que manifestação social também é manifestação artística. E o quão bacana é quando a sociedade se manisfesta sem deixar a arte e a poesia de lado, vai lá atrás bebe na fonte dos artistas vanguardistas, traz pra sua realidade e surge o resultado maravilhoso, veja os cartazes abaixo:

Produção: Tela Tudo Clube de Cinema
                Cine Ideário
Fotografia e Design Gráfico: Alice Jardim
Direção de arte: Flora Paim
                         Nataska Conrado
                         Nivaldo Vasconcelos




































quinta-feira, 26 de abril de 2012

Kind of Blue, o livro.


Lendo kind of Blue,


o som é Sentimental,

los hermanos,

o caminho é o de casa

Um refrigério pra alma.

CURIOSIDADE:



Filmes em que você encontra Kind of blue na trilha:

Noiva em fuga
A cidade em preto e branco
Na linha de fogo



Livro-capa

Disco - capa

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Arquitetura, amor, a vida e seus acontecimentos..



Eu vi The Lake House, quando foi lançado no cinema, e lembro fiquei apaixonada por Chicago porque eu ainda era apaixonada por aquitetura. Os anos se passaram, a paixão pela Arquitetura adoeceu, esteve em coma  profundo. De lá pra cá  me apaixonei muitas vezes, amei, enlouqueci, fiquei cega, adoeci e curei. Hoje, resolvi ver o filme novamente, pela arquitetura, pela história, pelo Keanu Reeves e a Sandra Bullock, para lembrar da história, enfim, abri a caixa de Pandora, dei chance, sentei e fui ver. E sabe quando você descobre que perdeu algumas coisas e não vai reavê-las mais nunca, porque  não tem 'aquela esperança pra você' e você chora o luto de si mesmo?
Porque quando você pensou que aquele pedaço, aquela parte, aquele sentimento, estava somente estragado, descobre que está morto. E tem a certeza do que somente desconfiava.
É simples:
Eu nunca vou amar você,
Você nunca vai poder me amar, 
Não tente mudar isso, porque...
Mesmo que você tente, não é uma coisa que tem conserto.
Eu falo de morte, e inda não existe um remédio pra isso. 
Mas algo bom sempre acontece, a paixão pela Arquitetura saiu do coma e enquanto as lágrimas secam, vejo a Casa da Cascata de Frank Loyd Right.



quinta-feira, 12 de abril de 2012

Lobão - 50 anos a mil

Esse texto foi originalmente postado no DitoPeloMaldito, eu peguei 'emprestado' porque estou imersa nas Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin, que deu origem a Série Game of Thrones e se depender desses livros não vou dar dicas de leitura diversificada aqui por um bom tempo. Então, nesse meio tempo vou trazendo dicas de terceiros. Aceito sugestões também.

Segue o texto do @ditopelomaldito na íntegra:


' Fazia tempo que eu não pegava uma biografia para ler, e foi logo com a verborrágica de uma das maiores lendas viva do rock nacional que eu acabei quebrando esse jejum. É claro que estou falando do Lobão e de sua nova cria, o livro 50 anos a mil onde o músico revive sua história que inevitavelmente se mescla com a da música no país. Não sei dizer se seria necessário gostar e conhecer da obra musical de Lobão para poder apreciar suas palavras e litanias, mas já me entrego dizendo que eu sou muito fã do cara, tanto no pessoal quanto no profissional, do tipo que fez questão de comprar seus álbuns mais obscuros.

Assim como o autor, o livro assusta logo de cara, são quase 600 páginas com um pequeno recheio de fotos que dão um volume considerável ao exemplar, mas basta que se comece a ler para não mais parar e mergulhar de cabeça em sua escrita, seja pela ânsia de conhecer um pouco mais da cena da década de oitenta ou simplesmente para, pela primeira vez, podermos conhecer a versão de Lobão dos anos em que os jornais (como ele mesmo canta) lhe gritaram, lhe devassaram e fizeram de tudo para silenciar sua voz.
Paralelo a sua vida pessoal, Lobão parece atuar quase como uma espécie de Forrest Gump da música brasileira, aparecendo como coadjuvante em diversos momentos famosos do cenário musical como a criação da Blitz, a quase morte (uma queda do quarto andar) do Mutante Arnaldo Baptista, sua contribuição para o clássico ‘Menina Veneno’ do Ritchie, e seu ativismo na luta pela aprovação da lei de numeração de CDs, hoje em vigor.

Apesar de se descobrir um escritor com um estilo extremamente eficiente,  Lobão deixa bem claro que seu negócio ainda é a música, por isso junto com o livro você também recebe o caminho das pedras para fazer o download de duas canções inéditas que acompanham o projeto.
Uma delas é a poderosa Song for Sampa, uma sincera homenagem a Terra da Garoa que você pode ouvir agora no vídeo abaixo.'




Na nossa FanPage diariamente está recheada com várias dicas, acesse e curta!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Diversão free garantida em SP essa semana!

Se você mora ou está em São Paulo essa semana, aproveite as dicas de programas gratuitos que estão
rolando:
Cinema, exposições, shows...
Via Guia Folha
Via Catraca Livre 


Enjoy!!!!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Albert Nobbs e o estilo 'boyish'

Se você assistiu ao filme Albert Nobbss, ou ao menos escutou um 'buzz' pela atuação da Glenn Close no papel principal. Deve ter percebido a invasão das peças masculinas no vestuário feminino nas coleções Outono/ Inverno 2012. É o chamado 'estilo boyish' que com o filme voltou com tudo.( Um belo filme, fotografia, trilha, história boa. Vale o ingresso. Se ainda não viu, veja!)

 


Mas Vanessa, que diabos é 'estilo boyish'? - Nada mais é que acrescentar peças masculinas no look. Coletes, chapéus, sapatos, gravatas, suspensórios, e por aí vai... Claro que é necessário ser uma 'Albert Nobbs' um ou outro elemento já dão uma masculinizada no look sem perder a feminilidade. Agora é só tentar, sem medo invada o closet do boy, do irmão, do pai e até do avó, tá na dúvida do que usar? - Siga as dicas:

Chapéu: se escolher um modelo grande, adote um look skinny e vice-versa. 
Colete: justo com uma saia ampla ou largo com calça skinny.
Calça masculina: com camisa branca, pulôver justinho e sapato Oxford ou escarpim.
Suspensórios e gravata: com calça masculina ou short, camisa branca ou camiseta.
Jaqueta perfecto: vai bem com qualquer calça e sapato (menos tênis).
Sapatos masculinos: loafer ou Oxford com meia três quartos, short ou saia.
Cardigã: aberto, com botões e decote V, com jeans justinho e mocassim.
E claro, não esqueça os topetes!


A revista Estilo de vida, apostou tanto que criou um teste ilustrado pra ajudar, divirta-se e prepare-se para o inverno.












sexta-feira, 16 de março de 2012

Um cafezinho, por favor!

Conhecer e apreciar café é uma arte, os Baristas são profissionais especializados em café de alta qualidade. Eles estudam e experimentam com o desejo de fazer a 'combinação perfeita'. Enquanto não chegamos lá conheça alguns tipos de xícaras de café:


Imagem:  DoceDeni

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Quer achar um Barista?? Aqui.
Quer se aventurar em receitas?? Aqui

Mondrian

“A arte é apenas um substituto enquanto a beleza da vida for deficiente. Desaparecerá proporcionalmente, à medida que a vida adquirir equilíbrio.”                         Piet Mondrian*
Propositalmente ou  absurdamente inocente, Mondrian criou um conceito eterno de arte. Poque o germe da inquietude do conceito de beleza não consegue parar, não se satisfaz, está sempre em busca de algo, alguém, mesmo que seja um cor, alguns tons...

*Mondrian 


Pieter Cornelis Mondrian nasceu em 7 de Março de 1872. Foi o segundo filho do professor Pieter Cornelis Mondrian e de sua mulher Johanna Christina Mondrian. Mondrian tinha quatro irmãos: Johanna Christina (Nascida em 1870), Willem-Frederik (nascido em 1874), Louis Cornelis (nascido em 1877) e Carel (nascida em 1880).
Em 1892, Mondrian iniciou os estudos de pintura na academia de Belas-Artes de Amesterdã e tornou-se membro da Igreja reformada. Até 1895 viveu na casa do editor e político protestante Johan Adam Wormser.

Candidatou-se ao concurse o “Prix de Rome”, em 1901, porém saldou-se por um insucesso.

De 1904 a 1905, Mondrian saiu do compo para instalar-se em Uden no Brabante, para pintar. Recebeu o Prêmio “Willink-van-Collen e passou o inverno com o pintor Hulshoff-Pol numa quinta em Oele, durante 1906.
Em Janeiro de 1909, expôs com seus colegas Cornelis Spoor e Jan Sluyters, no “Stedelijk Museum” em Amesterdã. Filiou-se na Sociedade Teosófica. Sua mãe morreu neste mesmo ano.

Mondrian participou, em 1911, na primeira exposição organizada pela Moderna Kunstkring, que apresentou igualmente trabalhos de Picasso e Braque. No fim de Dezembro foi para Paris e, a partir de então, muda seu nome para Piet Mondrian, com um só “A”.

Regressou, em 1914, à Holanda e instalou-se em Larem, 1916, onde viviam vários artistas. O historiador de arte H.P. Bremmer, conselheiro da Colecionadora Mme. Kröller-Müller, concedeu-lhe um salário anual.
Logo no ano seguinte, participou na revista “De Stijl”, que passou a ser publicada mensalmente a partir de Outubro por Theo van Doesburg.
Regressou a Paris em Julho de 1919. Bremmer deixou de o ajudar financeiramente a partir de então. No começo do ano de 1920, Mondrian planejou deixar de pintar. Foi publicado em Paris o seu livro sobre a teoria da arte “Le Neo-Plasticisme” (O Neoplasticismo).

Em 1921, o pai de Mondrian morreu. Em 1925, a Bauhaus publicou no seu caderno nº 5 o ensaio sobre o neoplasticismo sob o título “Neue Gestalung” (A Criação Nova). Escreveu artigos sobre a nova arquitetura e a cidade, que aparecem na revista “i 10”, editada pelo anarquista Arthur Muller-Lenning em 1927. Participou em exposições dos grupos “Cercle et Carré” e “Abstraction – Création”.

Colecionadores internacionais, entre eles os americanos Katherine S. Dreier e A.E. Gallatin, que compraram vários quadros de Mondrian. O seu livro “The New Art – The New Life” não foi publicado.
Recebeu uma encomenda de uma tela para a Câmara da cidade de Hilversum, em 1930. Dois anos depois tem, no lugar do seu 60º aniversário, uma exposição retrospectiva no “Stedelijk Museum” em Amesterdã. Encomendaram-lhe uma tela destinada ao Gemeentemuseum de Haia.Em Setembro de 1938, mudou-se para Londres, onde passou a viver na casa dos artistas Ben Nicholson e Barbara Hepworth em Hampstead.

Embarcou em Setembro de 1940 para Nova Iorque. Aderiu-se à associação dos Artistas Americanos Abstratos e participou em várias exposições. Instituiu como herdeiro universal Harry Haltzmann.
Foi publicado o texto autobiográfico “Toward the True Vision of reality” (Para Uma Verdadeira Percepção da Realidade). em 1941.

Em 1 de Fevereiro de 1944, Piet Mondrian morreu de uma pneumonia. A sua ultima obra, “Victory Boogie-Woogie”, foi deixada incompleta.
Trabalhos mais conceituados:

- Árvores a luz da Lua - 1908

















- A àrvore vermelha - 1908


















- Paisagem - 1909



















- A Igreja de Domburg - 1910






















- O Moinho Vermelho - 1910























- Evolução - 1911


















- A árvore cinzenta - 1912



















- Macieira em flor - 1912


















- Composição (árvore) - 1913





















- Composição com cores B - 1917


Parte da obra, não achei ela completa em bom estado.
























- Tabuleiro com cores claras - 1919




















- Composição com vermelho, amarelo e azul, ano de 1921




















- Composição com amarelo - 1930





















- Broadway Boogie-Woogie - 1942